Sobre Idolatria

Posted by Silas Ferreira On 16:52 0 comentários

Você ama a Deus? Sério, reflita nisso. Você O ama?

Antes de explorar essa pergunta vamos para II Cr 7:14 – “e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.”
Se fizermos uma comparação com Êxodo33:20 podemos pensar que há uma incoerência da parte de Deus. Como Ele pede para buscarmos Sua face sendo que se a vermos morreremos?
Talvez seja isso mesmo que Ele espera, que morramos.

Cristo é a imagem do Deus invisível ( Cl 1:15 ), quem vê a ele vê a Deus ( Jo 14:9 ). Só era seu discípulo aquele que estava disposto a morrer, carregar sua cruz dia-após-dia. Somente esses eram íntimos de Cristo. É interessante observar a distinção que Cristo fazia entre seus discípulos e a multidão que o seguia. Vemos no final de Mateus 4 que uma multidão o seguia por causa das coisas que ele fazia, não se interessavam muito por quem ele era, mas pelas coisas que podiam conseguir com ele. Em Mateus 5 “Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos” e teve início ao que muitos teólogos consideram a mais importante pregação dele, e só quem ouviu foram apenas os discípulos!
Percebemos aqui dois tipos de pessoas, os que buscam seus próprios interesses, o que Deus pode fazer por elas, e as que dão algo por Ele, que se esforçam em caminhar com Ele. Se fizermos uma analise mais crítica de nós mesmos teremos uma triste constatação. Sim, somos idólatras.

Idolatria não é apenas se dobrar frente uma imagem, é tentar manipular algo visando a satisfação própria. Antigamente, as religiões pagãs, quando queriam uma boa colheita, sacrificavam ao deus da colheita; se chuva, ao deus da chuva; se filhos, deus da fertilidade, e assim por diante. A religião católica romana apenas trocou os deuses por santos, e assim surgiu o santo casamenteiro, a padroeira dos pescadores e etc. Os evangélicos apenas retiraram os deuses e santos e fundaram a “Jesuslatria”, idolatrando a Cristo e o tratando como se fosse um deus pagão, e o pior, pedimos “em nome de Jesus” como se fosse uma palavra mágica, não tendo a menor ideia do que seja pedir algo em nome de outro. Não se pergunta mais o que ele quer que façamos, ou se estamos agradando, apenas pedimos, corremos atrás das bênçãos, das mãos dele, e não mais do seu rosto.
Ainda hoje a maioria é a multidão, discípulos são poucos. Volto a pergunta, você ama a Deus ou só vai atrás dele por interesse?

Por hora é só.
Forte abraço.

O Preço da Masculinidade

Posted by Silas Ferreira On 05:47 0 comentários

Separados Para

Posted by Silas Ferreira On 05:38 0 comentários

Não olhe, não toque, não fale, não pense. Isso nos é apresentado como santidade, o deixar de ou não fazer algo; o não pecar. Não aja, não isso, não aquilo, não, não, não e não.
Mas NÃO, isso não é santidade.

Santidade é muito diferente do não fazer algo, na verdade é, de certa forma, o oposto. Não quero dizer que é para cometer atos pecaminosos, mas agir. Santidade é ação, não o “não fazer”.
Uma figura clássica é Abraão. Em Gênesis 17, Deus fala pra ele: Anda comigo e seja perfeito (no sentido de moral, pureza). Deus não pede que ele seja perfeito para andar com Ele, e sim para andar e depois ser perfeito.

“Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito. (Provérbios 4:18)” – Vemos neste texto que quanto mais o justo caminha, mais ele brilha.

Santidade indica separação, mas não separados de. Não fomos chamados para sermos separados de algo, e sim PARA algo. Não somos separados de, e sim para sermos sacerdócio santo, a fim de oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus, o Cristo (IPe 2:5). Somos separados para uma obra.
A nação de Israel não foi separada do Egito, e sim separada para ser uma nação sacerdotal. O livro Vayicrá, o equivalente de Levítico no hebraico, tem a conotação de “chamados para” ou “Ele chama”.
Vemos em Isaias 58 ações práticas que nos levam a uma intimidade com Deus. Escrevi aqui no blog uma boa leitura complementar http://blogocaminho.blogspot.com.br/2011/08/luz-em-meio-as-trevas-parte2-luz.html .

O que quero dizer é que à medida que caminhamos com Deus mais parecidos com Ele nós ficamos. É Ele que nos santifica, não nós mesmos. Se não fosse assim Jesus não precisaria ter morrido por nós. Você nunca conseguirá parar de pecar enquanto não agir, não caminhar com Deus, pois apenas Ele que te capacita a não pecar. Quanto mais perto dele estivermos, mais longe de nós estaremos, quanto mais dele tivermos, menos de nós teremos.

Uma vez que entendemos que santidade é chamados para algo, cai sobre nós uma responsabilidade maior do que quando pensávamos que deveríamos apenas deixar de fazer algo. Mesmo que você não faça sexo com seu namorado (a) antes do casamento, ou não acesse material pornográfico, pare de mentir e tenha pensamentos morais, você ainda não é santo. Somos santos apenas a partir de quando assumimos nosso papel de sacerdote, ou seja, quando começamos a agir.

Forte abraço.