Não olhe, não toque, não fale, não pense. Isso nos é apresentado como
santidade, o deixar de ou não fazer algo; o não pecar. Não aja, não
isso, não aquilo, não, não, não e não.
Mas NÃO, isso não é santidade.
Santidade é muito diferente do não fazer algo, na verdade é, de certa
forma, o oposto. Não quero dizer que é para cometer atos pecaminosos,
mas agir. Santidade é ação, não o “não fazer”.
Uma figura clássica é Abraão. Em Gênesis 17,
Deus fala pra ele: Anda comigo e seja perfeito (no sentido de moral,
pureza). Deus não pede que ele seja perfeito para andar com Ele, e sim
para andar e depois ser perfeito.
“Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito. (Provérbios 4:18)” – Vemos neste texto que quanto mais o justo caminha, mais ele brilha.
Santidade indica separação, mas não separados de. Não fomos chamados
para sermos separados de algo, e sim PARA algo. Não somos separados de, e
sim para sermos sacerdócio santo, a fim de oferecer sacrifícios
espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus, o Cristo (IPe
2:5). Somos separados para uma obra.
A nação de Israel não foi separada do Egito, e sim separada para ser
uma nação sacerdotal. O livro Vayicrá, o equivalente de Levítico no
hebraico, tem a conotação de “chamados para” ou “Ele chama”.
Vemos em Isaias 58
ações práticas que nos levam a uma intimidade com Deus. Escrevi aqui no blog uma boa leitura complementar http://blogocaminho.blogspot.com.br/2011/08/luz-em-meio-as-trevas-parte2-luz.html .
O que quero dizer é que à medida que caminhamos com Deus mais
parecidos com Ele nós ficamos. É Ele que nos santifica, não nós mesmos.
Se não fosse assim Jesus não precisaria ter morrido por nós. Você nunca
conseguirá parar de pecar enquanto não agir, não caminhar com Deus, pois
apenas Ele que te capacita a não pecar. Quanto mais perto dele
estivermos, mais longe de nós estaremos, quanto mais dele tivermos,
menos de nós teremos.
Uma vez que entendemos que santidade é chamados para algo, cai sobre
nós uma responsabilidade maior do que quando pensávamos que deveríamos
apenas deixar de fazer algo. Mesmo que você não faça sexo com seu
namorado (a) antes do casamento, ou não acesse material pornográfico,
pare de mentir e tenha pensamentos morais, você ainda não é santo. Somos
santos apenas a partir de quando assumimos nosso papel de sacerdote, ou
seja, quando começamos a agir.
Forte abraço.
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